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Liz Murray cresceu no Bronx, na cidade de Nova York. Viciados em drogas, os pais às vezes vendiam objetos da casa para bancar o vício. Na infância, Liz detestava a escola porque quando ia era criticada: não havia ninguém para ver se ela tomava banho ou levantava na hora certa. À medida que Liz foi crescendo, a família perdeu o apartamento, e o pai acabou indo viver em abrigos. Durante algum tempo, Liz ficou em um orfanato. O estado de saúde da mãe, que sofria de AIDS, agravou-se e ela foi hospitalizada. Em vez de submeter-se à desumanidade e tristeza que caracterizavam sua experiência em lares de assistência social, Liz optou por viver sozinha. Passou a dormir no sofá ou no chão em casa de amigos, ficar na rua ou passar a noite toda andando de metrô.
Depois da morte da mãe, Liz, na época com 16 anos, sentiu o acontecimento como um “golpe baixo” que a levou a questionar o rumo da sua vida. Com os estudos incompletos, tinha cursado apenas até a oitava série, Liz decidiu que, como ela mesma disse: “A vida recompensa quem age. Eu ia enfrentar o mundo e fazer alguma coisa na vida todo dia, em vez de continuar estagnada como havia estado por tanto tempo”.
Liz foi aceita em uma escola alternativa do ensino médio, a Humanities Preparatory Academy. Ali, ela dobrou a carga horária e concluiu o ensino médio em apenas dois anos. Por ser uma dos dez melhores alunos, Liz fez uma viagem patrocinada pela escola a Boston e visitou Harvard Yard. “Não tive uma revelação divina naquele momento. Na verdade, fiquei com inveja do fato daqueles alunos terem tantas oportunidades e eu, pouquíssimas. E aí, pensei: ‘Qual é a diferença entre eu e qualquer outro aqui?’ E superei todas as deficiências”.
As suas notas a qualificaram para a New York Times College Scholarship, e Liz inscreveu-se e foi aceita em Harvard. Mas longe de descansar sobre esses louros consideráveis, Liz continuou a avançar. Membro do Washington Speakers’ Bureau, Liz descobriu que tem “jeito e talento” para compartilhar sua história e noções de vida com o público por todo o país. Liz também é uma escritora entusiasmada, cujas memórias, “Breaking Night”, foram publicadas em 2005.