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Carol Donald nasceu com uma paixão por bebês e cuidar de crianças. Segundo ela, essa é sua missão de vida.
Uma de cinco filhas nascidas na Carolina do Norte, Carol recebeu o diploma de Economia Doméstica, um curso de 2 anos de duração, em 1942. Naquele mesmo ano, casou-se com Richard. Tiveram dois filhos antes que as portas para o sonho de Carol se abrissem, em 1965. Ela estava frequentando uma aula para a filha quando viu duas garotas de 14 anos, grávidas. Ficou imaginando o que aconteceria aos bebês. Na manhã seguinte, viu um anúncio no jornal sobre treinamento para trabalhar em orfanatos. Com o marido aposentado e os filhos cursando o ensino médio, o momento era perfeito. Carol, pronta para abraçar sua missão, respondeu ao anúncio e mudou para sempre a imagem da adoção.
Os desafios da adoção na década de 1960 eram desanimadores. Carol via os bebês serem levados do orfanato para os pais adotivos de uma hora para outra, sem nenhum aviso prévio, fato esse que era muito traumático para as crianças. Carol trabalhou para mudar o sistema e criou uma “parceria” – organizava encontros entre o orfanato e os pais adotivos. Ela nunca deixava que as crianças a chamassem de mãe, mas sempre de vovó e, para facilitar a transição, dizia à criança: “Você vai viver com a sua nova mamãe e papai”.
Muitos dos bebês sofriam de alcoolismo fetal ou eram viciados em drogas. Quando as convulsões dos bebês eram intensas, Carol os aconchegava e embalava de encontro ao peito, às vezes durante 24 horas, até melhorarem. Segundo ela, os bebês sentem seu amor por eles, e “não é possível cuidar bem de uma criança sem amá-la; você precisa fazer parte da vida dela”. Carol abriu seu lar a mais de 100 crianças e as amou como se fossem suas, até chegar o momento de serem adotadas.
A morte do marido, quando Carol estava com 65 anos, não mudou seu amor pelas crianças, nem sua determinação de lhes dar uma oportunidade de vencer na vida. Nos 23 anos seguintes, mesmo sem o marido, ela continuou a trabalhar como voluntária na área de adoção.
Carol, com 85 anos, aposentou-se recentemente, mas reflete sobre a vida e o trabalho de adoção nos últimos 43 anos. “A minha vida é maravilhosa, e faria tudo de novo, sem mudar nada”. As crianças que ela ajudou a adotar mantêm contato, e isso a faz sentir-se abençoada. A devoção de Carol a tantas crianças e o amor que ilumina tantas vidas sobreviverão por muitas gerações. Ela sabe que é possível deixar o mundo um pouco melhor, qualquer que seja a nossa situação.